Close Menu
  • Entretenimento
    • Famosos
    • Cinema
    • Cultura
    • Esportes
    • Música
    • TV
  • Lifestyle
    • Beleza
    • Carros
    • Gastronomia
    • Moda
    • Comportamento
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Economia
  • Negócios

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Regina Nunes participa das festividades em homenagem à Padroeira Sant’Ana, na Zona Norte de São Paulo

julho 28, 2026

Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall voltam aos palcos do RJ com “Um Dia Muito Especial”

julho 28, 2026

Férias escolares no condomínio com mais segurança e menos atritos

julho 28, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Revista Mind
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Entretenimento
    • Famosos
    • Cinema
    • Cultura
    • Esportes
    • Música
    • TV
  • Lifestyle
    • Beleza
    • Carros
    • Gastronomia
    • Moda
    • Comportamento
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Economia
  • Negócios
Revista Mind
Início » Vivendo em estado de alerta: o peso invisível das notícias negativas
Lifestyle

Vivendo em estado de alerta: o peso invisível das notícias negativas

Revista Minddezembro 11, 20254 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

A rotina digital transformou a forma como recebemos o mundo — e, muitas vezes, rápido demais. Para a psicóloga e psicanalista Camila Camaratta, as notícias negativas não apenas informam: elas atravessam o corpo antes mesmo de chegarem ao pensamento. É esse descompasso entre sensação e compreensão que explica por que tantas pessoas se sentem sobrecarregadas, ansiosas e emocionalmente esgotadas apenas por acompanhar o noticiário.

“O corpo reage primeiro. A amígdala dispara, o ritmo cardíaco muda, a respiração se altera. Somos empurrados para um estado de alerta antes de entender o que ocorreu”, afirma. Esse mecanismo automático, essencial para a sobrevivência, opera hoje de forma constante — mesmo quando estamos apenas com o celular na mão e não diante de um perigo real.

Essa resposta imediata ajuda a explicar sensações cada vez mais comuns: um incômodo que não se sabe nomear, uma inquietação que aparece do nada, o sentimento persistente de que algo ruim está prestes a acontecer. Segundo Camaratta, o problema se intensifica porque a informação chega mais rápido do que a mente consegue elaborar. “Quando não conseguimos processar o que chega, aquilo vira angústia — uma sensação sem nome que atravessa o corpo”, diz.

O corpo fala antes do pensamento

Para o organismo, uma notícia carregada de violência ou ameaça ativará o mesmo circuito neurobiológico que seria despertado diante de um perigo real.
Mesmo sentados no sofá, o corpo reage como se precisasse lutar ou fugir: músculos contraídos, respiração curta, tensão interna. Em algumas pessoas, esse estado prolongado se transforma em sintomas físicos — dores de cabeça, alterações digestivas, irritabilidade, dificuldade para dormir ou uma sensação permanente de vigilância.

“Estamos parados, mas o corpo age como se fosse preciso se defender. Ele sente aquilo que a mente ainda não conseguiu pensar”, explica a psicanalista.

Por que reagimos tanto às notícias negativas?

Camaratta aponta que o sofrimento não vem apenas do conteúdo, mas do modo como ele é consumido hoje: fragmentado, repetitivo e sem pausa. A avalanche de informações cria uma espécie de tempo psíquico insuficiente. A notícia chega, mas não encontra espaço interno para ser compreendida.

“Ficamos expostos a uma torrente de realidade para a qual não temos tempo de elaboração. Quando não há intervalo, a notícia deixa de informar e passa a invadir”, afirma. É nesse ponto que o impacto emocional se amplia, afetando sono, humor, concentração e até a forma como nos relacionamos com o cotidiano.

Quem fica mais vulnerável

Períodos de maior fragilidade emocional tornam o indivíduo mais sensível ao excesso de estímulos. Pessoas vivendo luto, esgotamento, ansiedade ou insegurança tendem a sentir o impacto de maneira mais profunda. A ausência de redes de apoio — afetivas, sociais ou econômicas — também aumenta a vulnerabilidade.

Crianças e adolescentes merecem atenção redobrada. Ainda em formação, podem interpretar conteúdos negativos de forma literal, transformando informação em fantasia catastrófica.
“O contato precisa ser mediado. A função do adulto é ajudar a criar sentido, colocar palavras onde só existe sensação”, orienta Camaratta.

Como se proteger sem se desconectar

A solução, afirma a psicanalista, não é se afastar completamente das notícias, mas recuperar a capacidade de escolher quando e como se expor. Criar limites psíquicos é tão importante quanto criar limites digitais.

Entre as estratégias possíveis estão:

  • definir horários específicos para se atualizar

  • evitar a busca compulsiva por novos alertas

  • priorizar fontes que ofereçam contexto e não apenas impacto

  • estabelecer pausas reais ao longo do dia

  • retomar rotinas básicas que sustentam o corpo, como dormir bem, se alimentar com calma e caminhar

“A palavra transforma a sensação em pensamento. O que conseguimos nomear deixa de nos dominar”, explica. Quando o impacto emocional persiste, a psicoterapia pode ajudar a reorganizar o excesso e fortalecer o sujeito diante das demandas externas.

O desafio contemporâneo

Vivemos um tempo em que a informação chega antes da respiração. O celular vibra, a tela acende, o corpo reage — tudo isso antes de qualquer elaboração interna. Nesse cenário, o grande desafio é reconstruir o intervalo entre o fato e a reação, entre a notícia e o corpo.

“É nesse intervalo que voltamos a nós. A realidade continua ali, mas já não nos atravessa como ameaça. Podemos, enfim, habitá-la sem nos perder”, conclui Camaratta.

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email

Leia Também

Férias escolares no condomínio com mais segurança e menos atritos

julho 28, 2026

Copa do Mundo pode aumentar conflitos em condomínios, alerta uCondo

julho 2, 2026

Como o frio muda a relação das pessoas com a casa e fortalece o consumo de experiências sensoriais

junho 24, 2026
Últimas do site
Famosos

Regina Nunes participa das festividades em homenagem à Padroeira Sant’Ana, na Zona Norte de São Paulo

By Revista Mindjulho 28, 20262 Mins Read

Celebração na Basílica de Sant’Ana reuniu mais de 40 mil pessoas e reforçou uma das…

Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall voltam aos palcos do RJ com “Um Dia Muito Especial”

julho 28, 2026

Férias escolares no condomínio com mais segurança e menos atritos

julho 28, 2026

Trajetória de Gisele e Daniel que conquista os palcos do mundo e ecoa em alto mar

julho 28, 2026

Promotor de Justiça aposentado, Roberto Nogueira consolida atuação como referência em estratégia de crédito e inteligência financeira

julho 28, 2026

Xande de Pilares, Karinah Gustavo Clarão, Gilson Bernini, Beto Savanna e Felipe Mussili estreiam neste sábado (1), nas eliminatórias de samba-enredo da Mangueira 2027

julho 28, 2026

Reputação digital acelera negócios

julho 28, 2026

Memórias que empreendem

julho 28, 2026

MC Leozinho ZS transforma vivências da periferia em manifesto de superação no álbum “Na Contra Mão”

julho 28, 2026

Kiko Continentino faz concerto de aniversário com nomes de peso da MPB

julho 28, 2026

Cuiabá recebe projeto nacional de descoberta de talentos para moda, publicidade e entretenimento

julho 28, 2026

Araraquara recebe projeto nacional que revela novos talentos da moda e da publicidade

julho 28, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
  • Expediente
  • Fale com a Redação
  • Política Editorial
  • Privacidade
  • Anuncie
© 2026 Revista Mind Brasil. Todos os direitos reservados.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.