Close Menu
  • Entretenimento
    • Famosos
    • Cinema
    • Cultura
    • Esportes
    • Música
    • TV
  • Lifestyle
    • Beleza
    • Carros
    • Gastronomia
    • Moda
    • Comportamento
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Economia
  • Negócios

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Rosatom e Cazaquistão assinam acordo intergovernamental para construção da usina nuclear de Balkhash

maio 29, 2026

Marcha Para Jesus Rio vira especial da Globo neste sábado (30)

maio 29, 2026

Reforma tributária deve reprecificar contratos de terceirização e pressionar custos operacionais das empresas

maio 29, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Revista Mind
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Entretenimento
    • Famosos
    • Cinema
    • Cultura
    • Esportes
    • Música
    • TV
  • Lifestyle
    • Beleza
    • Carros
    • Gastronomia
    • Moda
    • Comportamento
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Economia
  • Negócios
Revista Mind
Início » Créditos de carbono entram na mira da Justiça e pressionam empresas por governança
Negócios

Créditos de carbono entram na mira da Justiça e pressionam empresas por governança

Anna Laitinenmaio 27, 20264 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

Por Roberto Gonzalez (*)

O mercado de créditos de carbono no Brasil atravessa um momento de redefinição estrutural. Após um período de expansão pautada pelo voluntarismo corporativo, o setor confronta agora os limites de uma lógica puramente comercial que prioriza o custo em detrimento da integridade climática. O cenário atual, marcado por investigações judiciais e operações policiais, indica que a fase da “maquiagem verde” — o greenwashing — tornou-se um risco de conformidade que as organizações não podem mais ignorar.

Historicamente, o mercado voluntário operou como uma ferramenta de gestão de imagem. Para muitas companhias, a aquisição de créditos de carbono figurava como um item de orçamento a ser minimizado, funcionando como uma espécie de seguro de reputação de curto prazo. Essa busca pelo menor preço fomentou a circulação de créditos de baixa qualidade, muitas vezes chamados de créditos de “papel”, que não representam redução verificável, adicional ou permanente de emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

A fragilidade desse modelo reside na origem dos projetos. Metodologias frouxas e falta de auditoria rigorosa permitiram que áreas com preservação já garantida por lei ou projetos com sobreposição em terras públicas fossem utilizados para gerar ativos financeiros. O que antes era visto como uma falha de mercado ou um erro de avaliação técnica, escalou para a esfera jurídica. Operações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal revelam que a cadeia de custódia desses créditos pode estar contaminada por crimes de grilagem de terra e lavagem de madeira.

Nesse contexto, a empresa compradora deixa de ser apenas uma financiadora de projetos ambientais para se tornar, potencialmente, corresponsável por passivos criminais. A ausência de uma due diligence robusta na origem do crédito transforma o ativo ambiental em um passivo judicial. O comprador que não rastreia a procedência jurídica da terra e a veracidade da remoção de carbono assume riscos que vão além da multa administrativa; ele expõe a governança da companhia a sanções legais e ao escrutínio de investidores institucionais.

A pressão exercida por fundos de investimento e auditorias ESG tem elevado o custo da negligência. O mercado regulado, em fase de estruturação sob o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), tende a herdar os mecanismos de controle que faltaram ao mercado voluntário. A convergência entre o rigor regulatório e a fiscalização policial está fechando o cerco contra transações sem lastro real. A integridade climática deixou de ser uma meta aspiracional de relatórios de sustentabilidade para se tornar um requisito de viabilidade econômica.

A conta do sistema, quando falha, é transferida para a sociedade e para as populações mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos. A baixa qualidade do crédito de carbono retarda a descarbonização real da economia, pois cria uma falsa percepção de mitigação enquanto as emissões continuam a ocorrer. Portanto, a transição para créditos de alta integridade não é apenas uma obrigação ética, mas uma estratégia de proteção de valor.

As empresas brasileiras possuem o potencial para liderar o mercado global de carbono, dada a base florestal e a matriz energética do país. Contudo, essa liderança depende da capacidade do setor privado em depurar seus fornecedores e exigir transparência absoluta. O fim da era do carbono de “papel” é o início de um mercado onde a unidade de medida é a tonelada efetivamente evitada, sustentada por segurança jurídica e governança sólida. A era do crédito barato e sem origem comprovada encerrou-se no momento em que o Ministério Público entrou na sala de reuniões.

(*) Roberto Gonzalez é consultor de governança corporativa e ESG e conselheiro independente de empresas. Foi um dos idealizadores do ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3. Conquistou o prêmio ABAMEC em 2004 defendendo o ESG na Análise Fundamentalista. É autor do livro “Governança Corporativa – o poder de transformação das empresas”

(crédito: freepik)

Créditos de carbono Roberto Gonzalez
Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email

Leia Também

Rosatom e Cazaquistão assinam acordo intergovernamental para construção da usina nuclear de Balkhash

maio 29, 2026

Modelo de operação enxuta e foco em delivery levam empreendedor a adquirir segunda franquia do Clube Pop em menos de um mês

maio 29, 2026

Tecnologia e dados impulsionam reação do setor de trigo diante da alta do pão francês

maio 28, 2026
Últimas do site
Negócios

Rosatom e Cazaquistão assinam acordo intergovernamental para construção da usina nuclear de Balkhash

By Anna Laitinenmaio 29, 20263 Mins Read

Acordo estabelece as bases jurídicas para a implantação da primeira usina nuclear de grande porte…

Marcha Para Jesus Rio vira especial da Globo neste sábado (30)

maio 29, 2026

Reforma tributária deve reprecificar contratos de terceirização e pressionar custos operacionais das empresas

maio 29, 2026

Receita Federal já sabe mais sobre você do que você imagina, e isso muda a forma de declarar o Imposto de Renda

maio 29, 2026

Lei de Zoe Martínez inclui surdoatletas no Bolsa Atleta de São Paulo

maio 29, 2026

Modelo de operação enxuta e foco em delivery levam empreendedor a adquirir segunda franquia do Clube Pop em menos de um mês

maio 29, 2026

Mitos e verdades sobre educação bilíngue na infância: especialistas esclarecem principais dúvidas das famílias

maio 29, 2026

Esporte e inclusão social ganham destaque em conferência que reuniu lideranças do setor em São Paulo

maio 29, 2026

Na última quinta-feira, 28/05, MC Guimê lançou “Plaque de 100 Parte 2” com MC Hariel e MC Davi

maio 29, 2026

Tayane Dalazen inicia treinos com preparador de Gabriel Medina, e afirma: “É possível unir alta performance na carreira e no esporte”

maio 29, 2026

Cantor e compositor Kauanzinho lança música inédita neste sábado (30) inspirada em Popó e Whindersson Nunes

maio 29, 2026

MC GP, Kalleo Drake, Menó K e LAI$ROSA são os convidados do Mu540, no BASE, na Podpah Records

maio 29, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
  • Expediente
  • Fale com a Redação
  • Política Editorial
  • Privacidade
  • Anuncie
© 2026 Revista Mind Brasil. Todos os direitos reservados.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.