Close Menu
  • Entretenimento
    • Famosos
    • Cinema
    • Cultura
    • Esportes
    • Música
    • TV
  • Lifestyle
    • Beleza
    • Carros
    • Gastronomia
    • Moda
    • Comportamento
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Economia
  • Negócios

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Conforte-se Boa Vista reforça compromisso com conforto e qualidade no pós-operatório

janeiro 20, 2026

Conforte-se Criciúma inicia operações e leva mais conforto ao pós-operatório na cidade

janeiro 20, 2026

Conforte-se Belém chega à capital paraense com foco em conforto no pós-operatório

janeiro 20, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
Revista Mind
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Entretenimento
    • Famosos
    • Cinema
    • Cultura
    • Esportes
    • Música
    • TV
  • Lifestyle
    • Beleza
    • Carros
    • Gastronomia
    • Moda
    • Comportamento
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Turismo
  • Economia
  • Negócios
Revista Mind
Início » Janeiro Branco: Do brain rot à indústria da raiva
Saúde

Janeiro Branco: Do brain rot à indústria da raiva

Anna Laitinenjaneiro 20, 20264 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

A cultura da reação permanente revela os limites psíquicos de um tempo marcado pela hiperestimulação

Janeiro é apresentado no Brasil como o mês da saúde mental. Criado em 2014, o Janeiro Branco surgiu com o objetivo de levar ao espaço público temas como sofrimento psíquico, cuidado emocional e prevenção ao adoecimento mental. A escolha do mês não é casual: trata-se de um período socialmente marcado por balanços, promessas de recomeço e expectativas de mudança.

Mais do que um convite ao otimismo, a campanha propõe uma revisão da própria história emocional — vínculos, escolhas, modos de viver — além de cumprir um papel fundamental no enfrentamento aos estigmas que ainda cercam a saúde mental e a psicoterapia. No entanto, é justamente em janeiro que o mal-estar contemporâneo parece ganhar mais visibilidade.

“Não estamos apenas cansados de um ano que terminou. Estamos esgotados de um modo de existir que talvez já não nos sirva mais”, analisa a psicanalista Camila Camaratta.

Esse esgotamento coletivo ganhou nome nos últimos anos. Em 2024, o Dicionário Oxford escolheu brain rot como a Palavra do Ano — expressão que pode ser traduzida como “apodrecimento do cérebro” e que passou a nomear a sensação de deterioração mental provocada pela superexposição a conteúdos banais, repetitivos e hiperinflados. Já em 2025, o termo eleito foi rage bait: a produção deliberada de conteúdos pensados para provocar raiva e gerar engajamento.

“Essas palavras não descrevem apenas modismos linguísticos. Elas descrevem um estado psíquico coletivo”, afirma Camaratta.

Segundo a psicanalista, a brain rot não se refere a um simples excesso de informação. Trata-se de algo mais profundo: a perda progressiva da capacidade de sustentar a própria vida psíquica. “O sujeito não tolera silêncio, dúvida ou espera. Precisa estar continuamente excitado, interrompido, atravessado por estímulos que o salvem do encontro consigo mesmo”, explica.

A ideia não é nova na teoria psicanalítica. Freud já apontava que o aparelho psíquico adoece quando submetido a excitações que não conseguem ser simbolizadas. Winnicott, por sua vez, falava da importância do chamado “espaço potencial” — um intervalo interno necessário para a criatividade, o brincar e a elaboração emocional. Hoje, esse espaço parece cada vez mais ocupado por demandas constantes de reação.

Quando o pensamento falha, a raiva entra em cena.

“O rage bait não cria raiva, ele a explora”, diz Camaratta. “É um dispositivo de captura de afetos brutos. Não quer convencer, quer ativar. Não convoca o simbólico, convoca o reflexo.” Nesse processo, o ódio deixa de ser uma experiência subjetiva e passa a funcionar como engrenagem algorítmica.

No Brasil, esse fenômeno encontra um terreno especialmente fértil. O livro Brasil no Espelho, de Felipe Nunes, traça o retrato de um país marcado pela insegurança permanente: medo difuso, desconfiança entre as pessoas e sensação de abandono institucional. Ao mesmo tempo, valores rígidos de pertencimento — como família, fé e identidade — surgem como âncoras defensivas diante de um mundo percebido como ameaçador.

“Esse arranjo psíquico-social produz sujeitos fatigados, mas também extremamente sensíveis a estímulos que oferecem culpados, certezas rápidas e alívio imediato”, observa a psicanalista. “A raiva digital não é ruído. É um sintoma.”

Forma-se, assim, um circuito fechado: quanto menos o sujeito consegue simbolizar, mais reage; quanto mais reage, menos consegue pensar. Entre a brain rot e a indústria da raiva, instala-se um modo de funcionamento que empobrece o pensamento e intensifica o mal-estar.

Para Camaratta, talvez seja hora de repensar o próprio sentido do Janeiro Branco. “Talvez ele devesse ser menos um apelo à felicidade e mais um gesto de resistência”, propõe. “Recusar a convocação permanente à raiva, sustentar o desconforto de não responder imediatamente, proteger o pouco de espaço psíquico que ainda resta.”

No tempo atual, cuidar da saúde mental não significa aprender a ser feliz o tempo todo. Significa, antes, aprender a não ser capturado.

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email

Leia Também

Conforte-se Boa Vista reforça compromisso com conforto e qualidade no pós-operatório

janeiro 20, 2026

Conforte-se Criciúma inicia operações e leva mais conforto ao pós-operatório na cidade

janeiro 20, 2026

Conforte-se Belém chega à capital paraense com foco em conforto no pós-operatório

janeiro 20, 2026
Últimas do site
Saúde

Conforte-se Boa Vista reforça compromisso com conforto e qualidade no pós-operatório

By Anna Laitinenjaneiro 20, 20262 Mins Read

Boa Vista passa a contar com uma solução especializada voltada ao cuidado e ao bem-estar…

Conforte-se Criciúma inicia operações e leva mais conforto ao pós-operatório na cidade

janeiro 20, 2026

Conforte-se Belém chega à capital paraense com foco em conforto no pós-operatório

janeiro 20, 2026

Conforte-se Chapecó amplia cuidados e oferece mais conforto no pós-operatório

janeiro 20, 2026

Conforte-se São João Del Rei chega à cidade com soluções em conforto para o pós-operatório

janeiro 20, 2026

Tiãozinho & Alessandro conquistam público sertanejo com retorno de sucesso

janeiro 20, 2026

Decisões digitais invisíveis ampliam riscos jurídicos e operacionais nas empresas brasileiras

janeiro 20, 2026

Jimi Oliver homenageia George Benson em show no Blue Note Rio

janeiro 20, 2026

Na Prática Club reúne grupo de contadores em busca de resultados reais

janeiro 20, 2026

Sete práticas essenciais para elevar o atendimento nas empresas a partir de 2026

janeiro 20, 2026

Reforma tributária coloca gestão e planejamento no centro do mercado de infoprodutos

janeiro 20, 2026

Janeiro Branco: Do brain rot à indústria da raiva

janeiro 20, 2026
Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
  • Expediente
  • Fale com a Redação
  • Política Editorial
  • Privacidade
  • Anuncie
© 2026 Revista Mind Brasil. Todos os direitos reservados.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.